Fotógrafo é detido ao apurar denúncia em Nova Lima

Em tempos de debates acalorados sobre liberdade de expressão e uso dos recurso públicos, chega a ser surreal a condução arbitrária do fotógrafo Alex de Jesus do Jornal O Tempo pela Guarda Municipal e pela PM de Nova Lima.

Alex participava de uma matéria sobre combate a dengue que investigava uma denúncia sobre postos de saúde que estavam recebendo pacientes para logo em seguida encaminhar para outros locais. A repórter identificou uma personagem dentro da uma unidade de saúde de Nova Lima e Alex esperou ela sair da quando então fez um retrato dela. Nesse momento um Guarda Municipal de nome Carlos se aproximou e exigiu que ele apagasse as imagens (!) Alex respondeu que não havia fotografado o guarda e que por isso não iria apagar imagem nenhuma e se dirigiu ao carro junto com a repórter. Ao se dirigir ao veículo viu que estava sendo seguido pelo guarda Carlos que falava no rádio que tanto Alex quanto a repórter estavam “evadindo” o local. Carlos então se posicionou na frente do carro do jornal impedido a passagem até a chegada de outros guardas municipais e da polícia militar. A PM então ouviu a versão do guarda municipal e se recusou a ouvir a de Alex, conduzindo todos à delegacia. Alex então contou sua história para um inspetor que fez o relato à delegada, que então escreveu de próprio punho que não havia ocorrido nenhum crime (!) e por isso a equipe do Tempo poderia deixar o local.

Fica aqui nossa indignação pois houve sim um crime, senão vários. Tentativa de impedir um profissional de exercer sua profissão, condução arbitrária para a delegacia e finalmente uso indevido do dinheiro público, já que os guardas e os policiais empenhados nessa “não” ocorrência poderiam estar cuidando de assuntos realmente dignos de atenção.

ARFOC-MG

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